sábado, 4 de março de 2017

Breves notas dos primeiros anos (rascunhos)*


Hoje vamos falar um pouco sobre o surgimento e consolidação da Casa da Filosofia Clínica. Sua opção por ser referência na Formação de Filósofos Clínicos. Um espaço de estudos, pesquisa, clínicas, que surgiu da necessidade de autonomia, crescimento, desenvolvimento da perspectiva clínica da Filosofia Clínica.

Muita coisa mudou desde os primeiros estudos e atendimentos nesse novo paradigma. Quem está chegando hoje, talvez ainda tenha acesso aos primeiros cadernos didáticos, rascunhos, ensaios, algumas vezes utilizados como um reconhecimento e gratidão ao trabalho de Lúcio Packter e outros colegas dos primeiros tempos.

A Casa da Filosofia Clínica, uma instituição artesanal, não tem como objetivo a quantidade de alunos, parcerias a qualquer preço para aulas, faturamento econômico... Nossa busca é qualificar um pequeno grupo de alunos, colegas vocacionados para o atendimento clínico em Filosofia Clínica. Viagens turísticas (sobre que pretexto for) nos desinteressam! Parcerias para demais trabalhos são criteriosamente avaliados por uma comissão composta de Filósofos Clínicos integrantes do Conselho da Casa.

Nossos objetivos estão relacionados com a interseção dos primeiros escritos e o aperfeiçoamento do método pensado/iniciado por Lúcio Packter. Um desdobramento natural de crescimento e uma homenagem ao precursor da Filosofia Clínica. Assim, sentimos necessidade de ter uma base de sustentação para qualificar os atendimentos em clínica.

Nesse sentido também oferece, há vários anos, outras atividades, como: grupos de estudo, sessões de cinema, palestras direcionadas ao ser terapeuta, conversações com outras áreas... Assim a qualificação dos blogs, com a publicação de textos, ensaios, poesia, entrevistas... integra um conjunto de ações continuadas na Casa da Filosofia Clínica. 

Em 2017, além do já tradicional Colóquio Nacional de Filosofia Clínica, este ano realizado em Petrópolis/RJ nos dias 5, 6 e 7/05 no Palácio Rio Negro, muitas outras atividades (que não ficam apenas no papel ou internet!) estão sendo pensadas, nos espaços do Rio de Janeiro, Petrópolis, Niterói e Porto Alegre, elaboradas para acolher, conviver com pessoas que possuem em seu DNA o ser Filósofo Clínico.

Nossa busca essencial é proporcionar a continuidade do processo de formação. Algo que se inicia nas primeiras aulas, estágios, até o pós-supervisão, num contexto de estudos continuados. A Casa da Filosofia Clínica possui um perfil diferenciado, dando atenção especial, singular aos candidatos a Filósofos Clínicos. Respeitando seu tempo subjetivo, interseções, desdobramentos existenciais...

Uma pergunta muito comum: por que a Casa da Filosofia Clínica (em Porto Alegre) não anuncia mais a abertura de turmas ? A resposta tem a ver com o propósito (orientação pedagógica) da instituição, ou seja, cuidar da qualidade dos futuros Filósofos Clínicos, desde o processo de seleção e estudos iniciais. Não buscamos massificar/vulgarizar a mensagem da Filosofia Clínica. Hoje temos uma turma na capital gaúcha com estudos permanentes. O candidato a aluno chega apresentado por algum colega ou aluno da instituição. A partir daí assiste algumas aulas, num processo diferenciado, convivendo com os veteranos, na maioria das atividades.

Uma dica importante aos candidatos à Filosofia Clínica: procure saber mais sobre a instituição onde quer estudar, professores (perfil), historicidade, trabalho de ex-alunos... Não é tudo a mesma coisa, como algumas vezes se ouve por aí. 

Hoje existem dezenas de centros de formação em Filosofia Clínica, além de faculdades, espalhados pelo país. Cada um possui um perfil, uma orientação metodológica, especificidades, nem sempre de acordo com suas buscas, algo que pode não ficar claro num folder, flyer, site, há que se conviver para saber mais.

(...)

Um abraço,

HS