segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Breves notas dos primeiros anos (Rascunhos)*


No sábado (2/9), no Café e Livraria Multicultura em Porto Alegre, aconteceu o lançamento: "A palavra fora de si - anotações de Filosofia Clínica e Linguagem".

Escrevo para compartilhar um pouco do que foi essa tarde/noite na capital gaúcha. Um encontro que reuniu amigos, colegas, alunos, ex-alunos... tivemos a apresentação do espetacular músico e compositor Otávio Segala, a leitura dramatizada de textos pela jovem e talentosa atriz Mariana Rosa e muito mais...  

Penso que o ponto alto do encontro foi a presença de dezenas de pessoas essenciais, qualificando as construções compartilhadas. Nesse sentido as conversações se estenderam noite a dentro, é desejo que prossigam, com suas muitas ressonâncias...

Quem não pôde estar nesse dia, deve ficar tranquilo, pois a leitura desse novo trabalho (acessar o site Editora Multifoco/RJ que envia o exemplar para sua casa) é singularíssima, ou seja, trata-se de uma construção compartilhada dos textos em cada leitura, releitura. Aqui, o que menos importa é ter lido antes ou depois, mas quem pôde acessar as parcelas inéditas de si mesmo na interseção com a obra.

Acredito que não temos um best-seller (o critério é o numero de exemplares vendidos!), temos um clássico! Um conteúdo que veio para ficar, contribuir com os estudos, pesquisas. Talvez uma fonte de inspiração aos novos escritos, de gente talentosa, sensível que anda por aí...!

A palavra fora de si busca, dentre outras coisas, contribuir com a reflexão e a prática da Filosofia Clínica nos múltiplos espaços onde se inclui. Oferecer subsídios para a tradução daquilo ainda sem nome, por vir, numa dialética incessante com a conversação dos atendimentos, cuidados com a vida, muitas vezes exilada de si mesma.

Esse novo trabalho se insere na caminhada discursiva antecipada por: "Poéticas da singularidade" - E-papers/RJ; "Diálogos com a lógica dos excessos" - E-papers/RJ; "Pérolas Imperfeitas - Apontamentos sobre as lógicas do improvável" - Sulina/RS. Trata-se de uma resultante do encontro da clínica com as leituras existenciais no novo paradigma. 

Acredito ser importante distinguir a Filosofia Clínica que se pratica na Casa da Filosofia Clínica. Ela é uma homenagem aos primeiros esboços e crenças que inspiraram Lúcio Packter. Bem assim seu desenvolvimento posterior, com as leituras e a prática clínica. Nossa referência é a busca de qualificar o consultório (nossa fonte de inspiração), melhorar os atendimentos, a formação, publicações, pesquisa...

Nossa escola se desinteressa por turismo, formação de igrejinhas filosóficas. 

A Casa da Filosofia Clínica não esqueceu e vem ampliando os primeiros ensinamentos, como uma forma de reverência, gratidão!

Meu interesse pela Filosofia Clínica sempre foi a clínica. Dar aulas e escrever é algo que já fazia bem antes de ingressar na Formação, em meados dos anos 1990. Assim, para quem aprecia o ar puro da liberdade de escolhas o horizonte se amplia.  

Em breve mais novidades!

(...)

Um abraço,

HS